Pular para o conteúdo

Como detectar problemas auditivos no meu bebê?

Essa dúvida aflige muitas mães, de primeira viagem ou não. Os problemas auditivos, geralmente, são percebidos à medida que os sinais da criança vão sendo interpretados e, por isso, é importante estar atento a cada um deles desde tenra idade.

Por isso, preste atenção nestas situações:

– há atraso da fala e linguagem?

– existe dificuldades em se comunicar?

– há falta de concentração quando falam com a criança?

– desenvolvimento e aprendizado não correspondem à expectativas da idade?

Crianças maiores com problemas auditivos também podem ser taxadas de “desatentas”, falam alto, porém não reclamam ou choram. Lembre-se: a perda auditiva não dói”. Essas características que citamos acima, no entanto, podem ser um alerta para uma possível perda auditiva na infância.

Cada criança tem suas particularidades, mas é importante ressaltar que existem padrões seguidos por todas elas em relação às faixas etárias. De acordo com o Ministério da Saúde, a cada 10 mil recém-nascidos, 30 têm deficiência auditiva.

Especialistas indicam que se a descoberta do problema auditivo acontecer antes dos 2 anos, poderá haver uma menor dificuldade para a criança aprender a fala, sendo que o ideal seria o diagnóstico da perda até os 6 meses de vida. Por isso, desde 2010, existe uma Lei Federal que obrigada todas as maternidades ((públicas e privadas) a realizarem o teste da orelhinha (também chamado de triagem auditiva neonatal). O teste identifica problemas congênitos e dá mais chances de tratamento efetivo.

Se você identificou alguma possibilidade de perda auditiva em seu filho, a primeira atitude deve ser procurar um médico especialista (otorrinolaringologista). Ele irá manejar o caso da melhor forma, sendo uma perda auditiva temporária ou uma perda auditiva permanente.

Dependendo do tipo e grau da perda auditiva, o tratamento pode ser medicamentoso, terapêutico, cirúrgico, ou através de próteses auditivas ou implantes. Cada caso é um caso.

Tem alguma dúvida ou gostaria de conversar sobre a saúde auditiva do seu filho?

Fale com a AUDTEC ou mande uma mensagem pelo nosso Whatsapp: (16)98119.7438

Meu filho foi diagnosticado com perda auditiva leve. E agora?

Para compreender o que é perda auditiva, vamos primeiro falar sobre algumas características do som que chega aos nossos ouvidos. O som mais suave gira em torno de 25 a 40 decibéis e quando há perda auditiva leve significa que a pessoa não consegue escutar sons nesta faixa. Neste caso, sons como tique-taque do relógio, uma torneira pingando, não são percebidos e, durante uma conversa, dependendo dos sons afetados a pessoa não escuta o som de algumas consoantes como o f, s, p, t, k.

Quando há perda auditiva leve em crianças ou adultos, a pessoa percebe certa dificuldade em manter um diálogo em ambientes barulhentos ou com muita interferência de barulho.

Se o seu bebê foi diagnosticado com perda auditiva leve, é importante que os pais pensem e priorizem o desenvolvimento da fala, além do seu potencial de aprendizado na escola e socialmente quando estiver maior. Em caso de a perda auditiva passar despercebida nesta fase de descoberta, ela pode acarretar problemas no futuro ligados à sociabilidade e aprendizagem.

O que fazer?

O primeiro passo é conversar com um médico otorrinolaringologista e com um fonoaudiólogo, sendo que cada caso deverá ser avaliado individualmente. Os profissionais deverão investigar a origem da perda auditiva, em qual categoria ela se encaixa, qual tipo. Só assim é possível estabelecer um tratamento correto que pode ser com medicamento, cirurgia ou ainda com indicação de aparelhos auditivos.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que um em cada sete brasileiros sofre de algum tipo de perda auditiva, mas costumam demorar cerca de cinco anos até procurar tratamento especializado.

 

Causas da perda auditiva em recém-nascidos

Quando a perda auditiva ocorre em bebês, o mais comum são as causas genéticas mas também pode ser por conta de outros fatores como uso de medicamentos ototóxicos e presença de infecções intrauterinas durante a gestação.

 

Aparelhos auditivos são indicados para crianças?

Sim. Em muitos casos, é necessário o uso de um aparelho auditivo próprio para cada perda auditiva e as crianças também podem se beneficiar desta tecnologia.

Atualmente, o mercado oferece diversos modelos de aparelhos auditivos que, de maneira simplificada, funcionam como uma prótese utilizada atrás da orelha com tamanhos diferentes, botão de volume e até modelos à prova d’água.

Cada aparelho auditivo tem suas peculiaridades, mas, basicamente, todos funcionam da seguinte maneira: o microfone do aparelho capta os sons do ambiente, convertendo ondas sonoras em sinais elétricos que são enviados a um amplificador. Ali, a potência do som é aumentada e enviada ao ouvido interno através de um receptor.

Se você já levou seu filho a um otorrino e a ele foi sugerido o uso de aparelho auditivo, agende uma visita. Nossa equipe de fonoaudiólogos fará todos os testes necessários e teremos o maior prazer em explicar tudo sobre as tecnologias que vão devolver a audição para o seu filho.

O que é o Teste da Orelhinha?

O exame de Emissões Otoacústicas Evocadas (EOA), mais conhecido como Teste da Orelhinha, é um dos diversos exames para avaliar a integridade da função auditiva do bebê.

A sua realização é obrigatória em todas as maternidades e hospitais públicos e privados do Brasil pela Lei 12.303/10.

O teste verifica se parte da orelha interna (cóclea) está funcionando bem.

É realizado em todos os bebês, pois metade dos casos de surdez não têm causa aparente ou fator de risco que os justifique, havendo a possibilidade de causa genética.

Como é realizado o Teste da Orelhinha?

Para a sua realização, é utilizado equipamento digital que gera estímulos sonoros e mostra como o ouvido reage a eles. Ele é rápido, indolor e não tem contraindicação, sendo realizado com a criança dormindo. O resultado sai na hora.

Se o seu filho não passou pelo teste logo após o nascimento (os profissionais devem orientar os pais obrigatoriamente), deverá realizá-lo em até, no máximo, no máximo, 28 dias de vida. A realização após esse período, porém, é mais difícil, pois o bebê diminui suas horas de sono e aumenta sua atividade motora.

O Teste da Orelhinha é o primeiro sinal de alerta para que o bebe seja acompanhado mais de perto e é o mais eficaz como teste de triagem para que uma suposta perda auditiva seja identificada.

 

Possibilidades de alteração no Teste da Orelhinha *

Fatores de risco para a perda auditiva em recém-nascidos:

  • Bebês prematuros;
  • Apagar inferior a 5 no 1º minuto ou inferior a 6 no 5º minuto;
  • Peso igual ou menor a 1500 gramas;
  • Hiperbilirrubinemia;
  • Permanência de 5 dias ou mais na UTI com respiração artificial;
  • Uso de antibióticos ototóxicos;
  • Casos de perda auditiva na família – na infância ou ao nascer;
  • Consanguinidade;
  • Se mãe teve alguma infecção durante a gestação como toxoplasmose, herpes, sífilis, rubéola ou HIV e que podem ser transferidas ao bebê;
  • Infecções virais ou bacterianas adquiridas após o parto: meningite, sarampo, varicela, herpes, citomegalovírus;
  • Traumatismos cranianos;
  • Algumas síndromes que afetam diretamente a audição como Waardenburg, Alport, Pendred;
  • Má formação da cabeça e na face que envolvem orelha e osso temporal.

Importante: Ao falhar no teste da orelhinha, o bebê não necessariamente terá uma perda auditiva. Isso será comprovado por meio de outros testes. Há, inclusive, casos de “falsos positivos”, o que significa que em um primeiro momento o resultado do teste é negativo, mas por outras razões que não são a perda auditiva.

 

Quanto custa?

Todos os hospitais e maternidades são obrigados por lei a oferecer o Teste da Orelhinha. Em entidades públicas, o teste é gratuito e há também a possibilidade de ser feito em entidades privadas.

 

O teste da orelhinha pode ser feito em clínicas particulares em qualquer idade da criança?

Sim! O teste da orelhinha pode ser usado de duas maneiras: como um exame de triagem para recém-nascidos sem fator de risco para a deficiência auditiva e como diagnóstico para os bebês que se incluem em uma das variáveis de risco acima. Pode ser feito também por crianças e adultos que precisam do exame para complementar um diagnóstico.

Previous Next
Close
Test Caption
Test Description goes like this